Thursday, December 23, 2010

2011

Cada hora como um dia, um ano, uma vida.
A cada novo minuto, uma renovada oportunidade.
Poder ser artífice do porvir é um dom divino,
Como a capacidade de pensar e sentir.

A vida é um dom divino,
E o homem, um ser divino, um Deus em formação.
A Natureza, o corpo estrutural de Deus.
A beleza e o amor, seu conteúdo.

Um ano termina e outro virá.
Um homem morre e outro o sucederá.
Importa a consciência e a ação,
O pensamento e a emoção.

Construir um novo mundo é construir-se.

Ano Novo é vida nova, novos sonhos e inspirações.

A Esperança é um sentimento divino; ela haverá de nos sustentar e mobilizar.


Feliz Ano Novo!



Nagib Anderáos Neto

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Thursday, October 21, 2010

Crônica de uma Impostura

Estava caminhando na praia neste final de semana chuvoso e me cansei. Parei prum pastel e uma cervejinha pequena, aquela Original de garrafinha que nem conhecia, quado apareceu o Anderson, vendedor de castanha do cajú, um garoto de uns vinte anos. Um copinho doutor? Quero não. Experimenta, tá quentinha. Experimentei. Tava boa mesma. Uma, três real, duas, cinco, três, sete. Quero uma.E aí Anderson, em quem você vai votar? Voto na Dilma, ué. Mas de onde você é? Sou de Sergipe doutor. Mas porque você não vota na Marina que é lá do norte? Ah, doutor, o Lula foi muito bom pra nós, sou do prójovem. Prójovem?, que é isto? Um programa pra gente estudar, profissionalizante, sabe né? Ganho cem real por mes. E você está estudando o quê? Me cansei doutor, era chato, vim de lá pro Guarujá pra vender castanha que eu ganho mais, mas continuo ganhando meus cem real. Você continua ganhando sem trabalhar???? Ganho sim doutor, e minha mulher ganha mais trinta real e está comigo aqui no Guarujá. Cara, você não tem vergonha desta enganação? Tenho não doutor, por isto voto no Lula, voto na Dilma. Mas a Dilma não é o Lula e esta esmola não funciona. Não sei não doutor, eles ajudaram a gente lá e eu voto neles.Cara, esta esmola não funciona, estamos criando uma república de vagabundos para outros se perpetuarem no poder! Sei não doutor, pra mim tá bom, eu sei que tá errado, mas pra mim tá bom.

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Thursday, September 02, 2010

Lula, Kotscho e o Pandoro

Num destes finais de tarde que a gente acaba passando pelo Pandoro no caminho para casa, o garçom sorridente se aproximou e puxou o papo corriqueiro. Daquela vez não foi o futebol.

Em quem o senhor vai votar?

Pra presidente não sei. Tem uma vereadora aqui que vai muito bem e vai ser candidata a deputada federal; vou votar nela. E você?

Na Dilma, ele disse.

E por que?

Sabe doutor, eu sou de Pernambuco, e o Lula lá ajudou muito. Tem meus parentes, todo mundo satisfeito.

Voto de conterrâneo, né?, eu disse. Mas o Lula não é a Dilma.

Ah, doutor, mas é tudo a mesma coisa. O que o senhor acha do Lula?

Bom, pra chegar onde chegou, bobo ele não é. Eu vejo um mérito nele: não mexeu nas coisas que vinham certas no governo do FHC, na economia. Todo mundo tinha medo que ele fizesse besteira grande, mas não fez, só isso. Deixou de fazer muita coisa pra educação, saúde, portos, aeroportos, estradas.

Eu admiro o Lula doutor, ele é um cara comum como eu, veio de onde eu vim e chegou lá, ajudou os pobres, né? Só tem uma coisa que eu não gostei, aquelas bolsas-família não sei o quê, acho isto errado porque ajuda muito vagabundo. Precisa dar emprego e não esmola.

Você trabalha na Pandoro há quanto tempo?

Dois anos doutor.

Pois é, há oito anos, lá pra Maio de 2002, encontrei aqui com um velho amigo do ginásio, o jornalista Kotscho que estava com a filha e muito alegre; me disse que a eleição estava ganha, que tinha vindo de um marqueteiro e que estava tudo certo; acho que ele era assessor de imprensa do candidato que ainda não estava bem nas pesquisas oficiais.

Mas não é perigoso pro Brasil este homem presidente?, perguntei. Será que ele não vai fazer besteira?

Vai não, besteira fez quem quebrou o país, esta tudo certo, estou feliz, vou para Paris comemorar aniversário de casamento.

Ele estava certo mesmo. O Lula ganhou aquela e ganhou de novo, e a besteira grande na economia não aconteceu.

E por que o doutor não vota na Dilma?

Ah, eu não sei em quem votar, é difícil, e depois, a Dilma não é o Lula.Disseram-me outro dia para tomar cuidado com as viúvas raivosas do comunismo, os radicais, e que o petismo é esquerda leve, sei lá. Esse negócio de política é que nem futebol e religião, só confusão.

Nagib Anderáos Neto

www.nagibanderaos.com.br

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Tuesday, August 31, 2010

Uma Reflexão Sobre Deus

Quando se fala em Deus, há três posições comumente observadas: as pessoas que acreditam em Sua existência; alguém lhes disse na infância que havia um Deus que associam a uma imagem, e com ela atravessam toda a vida. Noutra, que Deus não existe. E os agnósticos que não acreditam nem na existência nem na inexistência de Deus.

Se concebermos que a face visível de Deus é o Universo do qual formamos parte, e a invisível a lógica e a ordem por detrás dela, poderíamos admitir a existência desse Criador que se confundiria com sua Obra, como um músico, um pintor, um escultor, e através do conhecimento da parte dela que fosse acessível, poder-se-ia aproximar-se dele gradativamente, através do conhecimento, na exata proporção dos esforços feitos naquele sentido. Experimentando a alternativa de ser um pequeno criador, poder-se-ia ter uma leve e real idéia do que seria um outro infinitamente maior.

A relação do homem com a Natureza ou com Deus não pode ser sobrenatural, porque o deus sobrenatural é uma ficção criada pelo homem. Deus não pode ser exclusividade deste ou daquele agrupamento, por ter forte relação com o homem, a Natureza e a harmonia.

Deus não escreve livros, escreve homens, naturezas, o Universo. Este é o Verbo Divino. Homens escrevem livros, e a linguagem humana provem daquela – a ancestral - pois visa nomear uma escritura maior.

Não somos muito diferentes de um pensamento que pode ser bom ou mau; que necessita reproduzir-se para sobreviver como espécie; que pode evoluir nos curtos anos de vida física.

Deus quer que o ser humano use a sua inteligência e o seu coração para se aproximar da Verdade que se confunde com o aperfeiçoamento. Ele não é o pai vingativo que atemoriza seus filhos e se regozija com guerras fratricidas que os insensatos fazem em Seu nome.

Para que não sejamos letra morta num livro inútil e sem vida, deveremos aprender a escrever a nossa história com letras visíveis e invisíveis, como autores e atores, ao invés de espectadores passivos a assistir aos dramas vividos por tantos que sofrem por não pensar, por falar línguas diversas, por estar sempre a se desentender. E talvez possamos recuperar a linguagem perdida que na infância da humanidade sabíamos tão bem pronunciar.

Todo o ser humano pode ser um criador, mesmo não sendo artista, e compreender melhor o Grande Criador, o Deus único, tão distante do materializado homem moderno. E a maior obra de arte que um ser humano poderia realizar seria a de criar a sua própria pessoa tornando-se um indivíduo melhor, em constante aperfeiçoamento; essa sim seria a obra-prima, a maior obra de arte, a única que poderia merecer tal classificação.

A palavra Deus, dependendo de quem a ouça, reporta a uma imagem que vem do conceito que se tenha; pode ser um senhor com uma enorme barba e que vive no céu, ou o Universo com as Leis que o sustentam, ou um animal sagrado, o sorriso de uma criança, o gesto generoso de quem nos ajuda, ou uma inteligência maior de onde todas as outras provêm, ou absolutamente nada. A palavra refere-se ao conceito e pode ser uma metáfora-morta se não evolui com o tempo por ter se transformado num preconceito. As palavras, expressões físicas dos pensamentos, são pequenos detalhes com os quais se poderá chegar a Deus ou mergulhar na escuridão.

Entre Deus e o homem não há a necessidade de nenhum intermediário, pois somos seres humanos capazes de compreender e senti-Lo pelo que pudermos fazer por nossas vidas e pelas dos outros seres humanos, nossos irmãos.

Ele nos criou para sermos felizes e inteligentes. Para aprender que a maior de todas as felicidades é saber, conhecer e ser livre. A maior das escravidões é a mental, onde o ser humano se vê encarcerado nos barrotes da ignorância. Essa é a pior das prisões, o desconhecimento da própria realidade, das causas dos erros e desacertos. Quem se desconhece é um presidiário em sua casa, em sua mente, embora perambule em aparente liberdade pelas ruas cercado por temores e incertezas.

Ao constatar que as grosseiras muralhas dos defeitos humanos afastam os homens criando as inimizades, não podemos deixar de considerá-los como as causas do afastamento do homem de Deus, que está magnificamente representado em cada inteligência e sensibilidade humanas que têm sido entorpecidas e petrificadas por ignorância e preconceito.

Lutar pelo aperfeiçoamento pessoal, identificando e combatendo os defeitos que impedem o cultivo de amizades, como a intolerância, a vaidade, a ambição e o egoísmo, é uma forma inteligente de cultivar o panteísmo que aproxima o ser humano de seus semelhantes, da Natureza e de Deus, para viver o aforismo axiomático de Lincoln: “Quando faço o bem, sinto-me bem. Quando faço o mal, sinto-me mal; esta é a minha religião”.

Nagib Anderáos Neto
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Wednesday, August 25, 2010

O Amigo Ausente

Ao abandonar esta vida, o mundo de convivência, experiência e aprendizado, o amigo ausente nos faz pensar na vida e sua finalidade. É com surpresa que constatamos que ele passa a viver num outro mundo pouco conhecido por nós, mas nem por isso menos real: o nosso mundo interior; o dos pensamentos, sentimentos e recordações. Um outro mundo absolutamente real e palpável onde o amigo ausente ressuscita de uma morte aparente e passa a viver conosco numa proximidade maior. Voltamos a sentir a comovente presença de uma amizade que parecia ser eterna; a ouvir a sua palavra, as suas opiniões, os seus conselhos. O amigo ausente nos fala de vida, esperança e reencontro.
O ser desaparecido, com tantos nomes, dos mais remotos cantos do planeta, que na ausência é mais presente, fala-nos, sobretudo, deste outro mundo tão pouco conhecido por nós.
E para que ele não chegue a morrer pela segunda vez, para que não desapareça definitivamente dentro de nós, para que sua vida continue a fazer parte da nossa, dediquemos a ele, sempre que pudermos, um minuto de nossa recordação. É possível que na emoção destes momentos esteja parte das respostas que procuramos sobre os insondáveis mistérios da vida e da morte.

NAGIB ANDERÁOS NETO
neto.nagib@gmail.com

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Monday, June 28, 2010

Conhecimento Versus Agosticismo

Tudo o que sei é que nada sei, teria dito Sócrates, a personagem de Platão. Eu menos, pois nem sei se nada sei, escreveu Fernando Pessoa no poema Agnosticismo Superior.
O agnosticismo só admite conhecimentos adquiridos pela razão e evita qualquer conclusão não demonstrada. Ele trata as questões metafísicas como discussões inúteis, por serem, em sua visão, realidades incognoscíveis.
Quem formulou o tema por primeira vez foi o biólogo inglês Huxley no século XIX. Em sua origem, a palavra significa aquilo que é oposto ao conhecimento. O sentido empregue pelo cientista parece ter sido de que Deus jamais poderia ser conhecido.
Os homens criaram um deus a sua imagem e semelhança, uma personagem na qual se poderia acreditar ou não. Nesse sentido, o agnóstico seria a pessoa que não aceita ou não acredita naquela invenção, pois o deus criado pelos homens expulsou-os do paraíso por terem eles provado o fruto proibido do conhecimento, quando uma inteligência esclarecida haveria de supor que somente através dele, o conhecimento, se poderia aproximar-se Dele.
Paradoxalmente, os agnósticos não acreditam também na não existência de Deus, pois da mesma forma, para eles, que a existência de Deus não pode ser provada pela razão, sua inexistência também não o pode.
São lucubrações realmente confusas. Se Deus se confunde com a própria criação, como um homem se confunde com sua vida, seus filhos, seus amigos, suas obras, Ele pode, sim, ser conhecido.
O conhecimento do Universo físico, tal como a ciência tem empreendido, é uma forma de se chegar a Ele. O conhecimento da figura humana em sua conformação psicológica e espiritual, além da biológica, é também uma complementação daquele. Pensamentos, sentimentos e emoções não são físicos, manifestam-se através do corpo, mas são metafísicos e cognoscíveis. Se atentarmos bem, a realidade do mundo metafísico é tão ou mais eloqüente que a do físico, por ser aquele o mundo das idéias, dos ideais, dos projetos, dos sentimentos, dos pensamentos e sonhos. Ao sonhar, podemos vivenciá-lo como quando experimentamos uma maçã. Todo artista toca neste mundo ao criar a sua obra e experimenta uma sensação sublime e indizível ao fazê-lo. Qualquer ser humano ao sonhar adentra a este mundo ao tornar-se ator e espectador naquela viagem.
Para os evolucionistas, o homem e o macaco teriam uma ascendência comum. Eles descartam a existência de Deus e concebem todo o Universo como obra do acaso. Os criacionistas cristãos acreditam que Deus criou o mundo como ele é; e assim também o homem. Os criacionistas evolucionistas julgam que Deus criou e foi o início de um Universo em permanente movimento, evolução e transformação, e que está presente em sua Obra.
Não podemos deixar de considerar que a biologia evolutiva é uma realidade e que há muito que descobrir e aprender sobre o processo evolutivo. A realidade da evolução é incontestável; e o homem pode experimentá-la dentro de si conscientemente, e não apenas constatá-la materialmente. A evolução não se dá apenas por seleção natural. No homem ela pode ser realizada por seleção mental de pensamentos e idéias que tendam à evolução. Por tal fato, não é uma ilusão ponderarmos que somos súditos privilegiados nesta parte do Universo conhecida por termos mente e sensibilidade; capacidade de criar.
A crise que se vive, mais do que ambiental e cultural é uma crise espiritual que tem afastado o ser humano de seus irmãos pelos fanatismos, pela idolatria e pela ignorância. Tudo evolui. O homem precisa evoluir, mental e espiritualmente falando, para deixar de ser cético e crente no que desconhece. Só o conhecimento libera; e a ele não se chega senão através de processos que tendam à evolução.
Não somos um tipo de macaco que reluta admiti-lo. Somos seres humanos que evoluem biologicamente e que podem chegar a fazê-lo espiritualmente se decidirem tomar as rédeas do próprio destino e transformar-se psicológica e espiritualmente; à matemática biológica se deverá agregar a psicológica e espiritual que permitirão a complementação da evolução material. O Universo e o homem não são relativos.
O ponto de conciliação entre criacionistas e evolucionistas parece ser aquele que aponta o Universo como a face visível de Deus, e suas Leis, a invisível.
O homem nasceu para ser livre. Sua tristeza é ver-se acorrentado à escravidão mental imposta por preconceitos que sobrevivem em sua mente incompreensivelmente. Cada qual pode ser seu próprio Deus experimentando aquela liberdade e a consciência de existir. Os grilhões mentais são mais cruéis que os que sangravam os corpos de nossos antepassados que aqui foram a nossa vergonha e também a de Darwin.

Nagib Anderaos Neto
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Thursday, June 17, 2010

Liberdade e Livre Arbítrio

Todo ser humano nasce com a prerrogativa de pensar com liberdade, sem preconceitos e travas de toda a espécie. No processo da vida, a utilização dessa prerrogativa fará com que realize um de seus principais objetivos: o aperfeiçoamento. Ao fazê-lo, poderá consumar o de ser útil aos semelhantes. Se pensarmos que esses podem ser os dois grandes objetivos da vida, tudo pode mudar na rotina absurda dos dias que se sucedem sem nenhuma variação.

Aperfeiçoamento pessoal implica mudanças, e para mudar é necessário se conhecer e querer. Como certa vez me disse um filho, se é para mudar para melhor, então é melhor mudar. Ao fazê-lo, poderemos construir um novo destino, contrapondo-nos à fatalidade, e ao preconceito generalizado de que tudo estava escrito.

Ao chegar a este mundo encontramos muitas coisas prontas. Devemos fazer a nossa parte, deixar alguma coisa para os que virão. Se impacientes, criar a paciência; se rancorosos, a bondade; se irritadiços, aprender temperança, se egoístas, o desprendimento.

E há também muitos preconceitos que precisam ser identificados e eliminados. O primeiro deles, o que diz que não podemos nos modificar. O outro, que tudo estava escrito; e que a vida é um vale de sofrimentos, que não somos ninguém; que o homem não tem conserto; que alguém virá nos salvar para fazer por nós o que não fomos capazes.

Todo este lastro psicológico prostra o homem na inércia, na desesperança, no pessimismo e na depressão.

A vida deve ser renovação constante. A cada decisão, mudamos o futuro. E se ela for consciente, para atender um objetivo definido, como o do aperfeiçoamento, o novo futuro que começa ali certamente ampliará a vida e a tornará mais feliz, que é o que se busca.

Entre o dia do nascimento e o da morte, todos os outros podem ser nossos, se resolvermos assumir o controle da vida.

Não há leis que imponham a liberdade onde impera a ignorância. Como disse muito bem o ilustre pensador Condorcet, ícone da Revolução Francesa, sob a mais livre das Constituições, um povo ignorante será sempre escravo. O conhecimento libera. A ignorância escraviza. E ele vai além do que se possa aprender no lar e nos bancos escolares, pois deve alcançar a realidade do que somos e poderemos ser.

A aparente liberdade dos que andam perdidos pela cidade, sem nenhum outro objetivo que a subsistência e suas necessidades físicas, nada tem a ver com livre arbítrio que implica aperfeiçoamento e evolução .

Aos que se achem subjugados por dogmáticos pensamentos alheios, sejam eles de qualquer índole, restrita é a possibilidade de pensar com liberdade, exercer o livre arbítrio, prerrogativa maior concedida ao homem cuja guarda e desenvolvimento lhe incumbe, para não se ver privado dele pela ignorância, inimiga primeira do ser humano.


Nagib Anderáos Neto
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